!Recomece Sempre!
VIDA É DÁDIVA DO MISTÉRIO

08/05/2010

Árvore

Quando vejo uma árvore
todas as toxinas
que me agridem
parece sumir...
Respiro o ar limpo
que enche meus pulmões
e o vazio do existir
pois não estou vazio
algo indescritível
toma conta do meu ser!!

[Aqui]
                                       

03/05/2010

Café Teclado e Poesia

Não sou de jogar
dos outros sentimentos
ao léu ao nada
O que tu gostas em mim
é o tanto que sofri
pra me lapidar
sofrer é triste
mas tem seu valor
seja como for
sempre há
o amadurecer
pra viver
[sobre] viver
amar essa vida doida
do jeito que ela é...
[Aqui]

13/04/2010

Lua em verso e prosa

Sobre o mar a lua deitou sua lamúria
esparramou nas águas oceânicas sua fúria
cheia de si mesma
mingou até escurecer a própria face
tornou-se um quarto crescente
de gemidos e mágoas
envelheceu
até lembrar-se de que uma parte sua
ainda era nova

Lua cheia
lua minguante
lua crescente
lua nova

Lua que é meia
lua carente
canta suas dores
em verso e prosa..
[Úrsula Avner]  *.*

08/04/2010

Poema da Viagem - Sânkia e Okban


Sonhei com Você...
Agente procurava uma Bússola
pra se situar no Espaço
ela tinha uma Rosa
de Pontas Azuis..
Procurávamos a Passagem
para o Outro Mundo...
Foi Mágico
na Memória da Minha Mente
foi Mágico-Surreal
Você vestia uma Manta Prata
com Detalhes Verdes
(acho que o verde te acompanha)
seus Olhos Atentos...
andando com um Cajado Marron e Alto
meu Manto era Branco
com uma Espécie de Tiara na Cabeça
...meu Cabelo na Cintura...
Havia uma Lua Vermelha e uma Azul
interessante..
Atravéssamos um Rio de Águas Calmas
Você Gritou - Chamou..
e uma Águia pousou
em seu Braço Esquerdo..

O Lado do Coração
você ria e ia me contando
que quando chegássemos
a um Lugar de Nome Esquecido..
Áudion? Onain? não sei
tudo seria diferente...
Acho que era tua aprendiz
e você também era meu aprendiz
um fazia parte do outro...
[Adaptado de Débora]

29/03/2010

A Beleza da Dor

Todas as formas
de vida
me faltaram
agora a estátua
que se trajava de beleza
está vestida de ruínas
Meu sangue corre
mas meu corpo pára
o q movia
[as folhas? vento
[meu coração? amor
[minhas pernas? medo
Foi isto que sonhei
isto que vi
Este é meu lugar..

Meus olhos são duros
amo e odeio
Desejo só uma coisa:
morrer na água castanha
onde apodrecem as folhas
mortas!!

texto poesia: adaptado
[Virgínia Woolf, As Ondas]
                                                           

De que cor? De que cor?

De que cor? De que cor?
Ficou o Sá Carneiro
Com tamanha interrogação(?)
De certo que o poeta
traz no bolso todas as cores
Mas decidi
A cor do senti
Deve ser tão duro quanto o próprio silêncio
Que antecedeu a resposta
Sim ou ver resposta
Imagino a pessoa do Sá
Na pessoa do Pessoa
De que cor o Pessoa pensou
Que o Sá iria pensar?
Pergunto
Porque já estou pálido de virar
Noites a dentro
Espantando moscas e mosquitos
Ontem por sinal nadei... Nadei e nada
Vou terminar morrendo afogado
Dentro dos fatos
Alguém dos Aflitos saberia?
Já disseram por aí
Q na lata do poeta
Tudo nada cabe
E a mim só me cabe chutar a lata
POIS é dentro da lata
Que encontramos tudo aquilo que ñ é lata.
QUANTO A COR DO SENTIR
CADA UM QUE SINTA POR SI!!!
(Miró)

Ressurgi das Cinzas da Minha História


 
Ressurgi das cinzas da minha história,
retratos, memórias de um vendaval.
Renasci do pranto dessa vitória,
retalhos de tempo, de um temporal.

Eu voltei pro ninho,
regressei no tempo,
nas asas do vento me deixei levar.
Eu voltei pro ventre,
alma, corpo, mente, e me senti tão só.

Por um instante parecia estar há séculos daqui,
há milhares de anos luz de qualquer lugar.
Era como se a vida começasse ali,
era morte, era fogo a incendiar.

Eu me vi menino,
me lancei sem medo.
Como se fora segredo, silenciei.
E foi um vôo lento.
Um sopro forte, sereno: ressuscitei.

Por um instante parecia estar há séculos daqui,
há milhares de anos luz de qualquer lugar.
ERA COMO SE A MORTE SE APRESENTASSE ALI,
ERA FOGO, ERA VIDA A RECOMEÇAR.
[Alexandre Santos – 08/12/2008].